| Projeto
Cídio Carneiro
Apesar
da história do clube traduzir a glória de conquistas do passado,
de imortalizar ídolos de vários esportes, entre eles Garrincha,
Heleno de Freitas, Amarildo, Didi, Quarentinha, Nilton Santos,
ídolos consagrados mundialmente, de ser considerado um clube
de massa no Brasil e ter sua imagem no exterior ainda exortada
pelos amantes do Futebol Arte, apesar do ultimo vexame de Ulsan,
a situação atual do Botafogo de Futebol e Regatas não é tão
honrosa assim. Com problemas graves, desde os de ordem administrativa,
como também de ordem financeira, como aconteceu a pouco tempo
atrás onde o clube teve sua água cortada por falta de pagamento,
como também ameaças de corte de energia elétrica pelo mesmo
motivo. O CT de Mal. Hermes, se assim podemos chamar, hoje se
encontra em estado precário, abandonado pela atual administração
do clube. Em estado igual se encontra o Mourisco Mar, abandonado
e “rifado” pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, que
cogitou transformá-lo em estação de barcas. Sem falar nos salários
atrasados, profissionais e pais de família humilhados, existem
profissionais em Mal.Hermes com salários médios de R$ 600,00
( seiscentos reais ) a três anos sem receber salários, sócios
mal tratados, desmandos da atual administração que contrata
como funcionário pessoas que o Estatuto proíbe, no caso Conselheiros
para serviço de segurança, dívidas e outras mazelas provenientes
de má administração e de uma gestão viciada em acordos lesivos,
atacada por agiotagens, apropriações indébitas, lucros aberrativos
em negociatas obscuras, e ainda de pouca ou nenhuma força política
junto às federações, estratégias sem lógica, isto é, fatos estes
que elevam o Botafogo de Futebol e Regatas ao segundo plano
nos assuntos de mídia e que fazem que o clube tenha 70% de seus
torcedores fora do Rio de Janeiro.
O
Botafogo de Futebol e Regatas apesar de sua história de tradição,
hoje amarga a necessidade de manter “agiotas” e empresários
de caráter duvidoso para sua sobrevivência, e que contribuem
a cada dia que passa para o empobrecimento do clube.
O
Botafogo não precisa de agiotas, o Botafogo não precisa de donos,
o que o Botafogo precisa é de pessoas sérias, profissionais
e que acima de tudo amem o Botafogo. Não para fazer do clube
a sua casa, mas sim a casa de todos os Botafoguenses.
Com
democracia, transparência, criatividade e profissionalismo.
É
necessário dar uma visão mais abrangente da situação atual do
clube, para que possamos compreender as causas, o que levou
o Botafogo a esta situação.
Esta
pergunta sempre fazemos em roda de amigos, seja em casa, no
bar ou até mesmo no maracanã, e foi através desta simples pergunta,
a partir de um texto do Dr. Cidio carneiro escrito em 1961 para
a revista do Botafogo, que iniciamos uma pesquisa reveladora
e que talvez possa explicar os motivos básicos que levaram o
Glorioso Clube da Estela Solitária a esta situação.
A
Dilapidação do Patrimônio do Botafogo de Futebol e Regatas
O
patrimônio do clube desde sua fundação, foi fadado a dilapidação
pela prefeitura da cidade e por más administrações , abaixo
discorreremos pela História deste patrimônio e sua dilapidação.
Em
1911 quando ocorreu a perda do campo à Rua Voluntários da Pátria,
459, pois o clube não tinha caixa suficiente para adquirir o
terreno, O Botafogo retirou-se da Liga em razão do episódio
Abelardo Delamare (Botafogo F R) versus Gabriel de Carvalho
(América F.C), quase sem sócios, comentava-se na Cidade que
o Botafogo morreu, acabou.
Porém
não foi isso que aconteceu, uma comissão de ainda sócios, que
viria a constituir no “ Comitê de Salvação” constantes no quadro
de honra inaugurado em 1917, Hermann Palmeira, Alfredo Couto,
José Couto, Eduardo Alexander, Luiz Rebelo, Álvaro Werneck,
Antônio C. da Mota Júnior, Edgar Pullen, Normann Hime, Gastão
Teixeira e outros maravilhosos Botafoguenses, transferiram a
sede para a residência de Hermann Palmeira, nesta época fundou-se
a Associação de Futebol do Rio de Janeiro - AFRJ, liga paralela
que o Botafogo participou. Em 12/05/1912 teve início o campeonato
no campo do Internacional S.C, campo em péssimas condições e
que mais tarde passou a pertencer a AFRJ. Foram destaques, o
exemplo de fidelidade dos jogadores do Botafogo, “ Não faltaram
a nenhum jogo” , e da torcida que garantiu rendas superiores
as da outra liga, provando assim, ser à época, o Botafogo, clube
de maior torcida do Rio de Janeiro, como reconheceram os autores
da história do América F.C. do Rio de Janeiro - Campos Sales
118 - A História do América - CUNHA, Orlando & VALLE, Fernando.
Sócios
capitaneados por Alfredo Couto foram ver um terreno na Rua General
Severiano, terreno da Saúde Pública ( Desinfectório ), abandonado
e cheio de ruínas de cantaria. Tiveram o apoio do Dr. Graça
Couto, que informou pertencer o terreno ao Ministério da Justiça,
e obtiveram apresentação do Senador Lauro Sodré para o Diretor
da Saúde Pública, Dr. Carlos Seidl. Daí esta comissão de sócios
do “ Comitê de Salvação” foi ao Ministro da Justiça Dr. Rivadávia
Corrêa solicitar o arrendamento deste terreno.
Foi
assinado em 17/06/1912 contrato a título precário com prazo
de sete anos e aluguel de 300 mil réis mensais, na Diretoria
Geral da Saúde Pública. Este contrato de arrendamento era para
um terreno de 98 metros de frente pela Rua General Severiano
e 130 metros de fundo pela Rua Barão do Rio Branco. Em 23/06/1912
o Botafogo tomou posse solene com a inauguração de um mastro
em que Normann Hime içou o pavilhão nacional ao som do Hino
Nacional executado pela Banda da Fábrica de Tecidos Botafogo.
O
Custo na época para transformar o terreno em campo de futebol
foi de 8.500.000 réis.
Gal.
Severiano foi inaugurado em 13/05/1913 no Campeonato carioca
com um lindo gol de Mimi Sodré contra o Flamengo ( 1 X 0 ),
nosso eterno freguês, o Botafogo voltava a Liga que se fundira
a Associação, e foi fundado oficialmente na temporada da seleção
portuguesa de 13 a 20 de julho de 1913 com a presença do Presidente
da República Mal. Hermes da Fonseca.
A
ampliação do patrimônio Físico do Botafogo data do início de
1917 , onde obteve-se do Instituto Oswaldo Cruz, graças ao Dr.
Carlos Chagas, faixa de terreno limítrofe às arquibancadas,
hoje atual Av. Lauro Sodré.
No
ano de 1920, deu-se o término do arrendamento, iniciou-se a
luta pelo aforamento perpétuo, uma seqüência de projetos foram
apresentados ao Congresso Nacional mas “morriam” nas comissões,
até que em 11/01/1921, o Congresso Nacional por fim autoriza
o Governo a ceder ao Botafogo o terreno, por arrendamento ou
por aforamento, mas o Presidente Epitássio Pessoa vetou o Projeto.
A
luta só estava começando.
Somente
em 02/01/1925 pelo Decreto n.º 4.905, assinado pelo Presidente
da República Arthur Bernardes e sancionado pelo Congresso Nacional,
o Botafogo conquista por aforamento o terreno do campo e da
sede de Gal. Severiano n.º 97.
Em
30/07/1926, novo decreto foi assinado o de n.º 5011, sancionado
também pelo Presidente Arthur Bernardes, determinando que o
clube não poderia pagar pelo terreno um valor superior ao foro
que estava sendo pago desde 1917.
Na
tarde de 08/12/1928, no dia da inauguração da sede de Gal. Severiano,
foi realizada benção católica pelo Rev.mo. Pe. Solano Dantas
de Menezes, vigário da Igreja de São João Batista da Lagoa.
A
título de curiosidade no dia 08 de Dezembro se comemora o dia
de N. Sra. Da Conceição, a mesma santa que se encontra na capela
de Gal. Severiano. É também dia de Oxum na religião afro-brasileira,
orixá da água doce, da maternidade e da riquesa.
A
inauguração social da sede, se deu na noite de 15/12/1928, com
um suntuoso baile com a presença do que de mais fino existia
na alta sociedade do Rio de Janeiro.
Em
01/10/1930 foi inaugurado os refletores do campo .
Nesta
época o campo se colocava na seguinte posição, um gol no sentido
da Gal. Severiano e outro no sentido da Vesceslau Bras.
Quando
da inauguração do estádio em 28/08/1934 foi alterado o sentido
do campo, um lado do gol ficava para o asilo e outro gol para
a Av. Lauro Sodré.
O
Aumento do terreno de Gal. Severiano se deu pelo Decreto n.º
289 de 29/10/1936, neste decreto o Governo concede por aforamento
o terreno contíguo da saúde pública, onde hoje está o hospital
Rocha Maia, neste Decreto determina ao executivo que o terreno
passe ao Botafogo, a medida que a área se for tornando desnecessária
a saúde pública. Portanto podemos considerar que o Botafogo
é propietário por direito deste terreno e presta serviço a comunidade
cedendo-o ao Hospital.
Segundo
o Doutor Cidio da Silveira Carneiro em documento de sua autoria
de fevereiro de 1961 relata que em 1938 o Botafogo utilizava
também por contrato, um terreno a saída do túnel do Leme, onde
mantinha quatro quadras de tênis e uma de basquete e vôlei,
esta, inclusive com dependências para público.
Pelo
Decreto n.º 6.631 de 21/01/1940, o Botafogo de Futebol e Regatas
foi considerado de utilidade pública.
Em
21/03/1941, por decreto-lei, o Presidente Getulio Dornelles
Vargas, deu plena propriedade ao Botafogo de Futebol e Regatas,
inclusive isentando de foros, dos imóveis da Rua Gal. Severiano
n.º 97, o terreno da sede e ainda o terreno da Rua Wenceslau
Braz nº72.
Apesar
desta maravilhosa vitória iniciada por abnegados botafoguenses,
esta durou pouco tempo, pois em 1946, começa a dilapidação do
patrimônio do clube.
Segundo
Cídio Carneiro, “A Prefeitura do antigo Distrito Federal, planejou
a construção de um segundo túnel no Leme ( Túnel Coelho Cintra
), para desafogar o tráfego de Copacabana e adjacências, No
entanto para a concretização deste empreendimento, era necessário
que o Botafogo desocupasse o local. Para tal a Prefeitura prometeu
conceder ao clube um terreno do mesmo tamanho, em local mais
perto de sua sede social, para que fossem construídas as dependências
desaparecidas”.
O
Botafogo nesta época perdeu 700 associados.
Em
1953, o então Prefeito Dulcídio Cardoso, resolveu concretizar
o projeto do Túnel do Pasmado.
Para
acalmar a ira dos Botafoguenses, pois estes já tinham perdido
o terreno acima aludido, o prefeito concedeu terreno em 13/07/1953,
chamado Mourisco Pasteur, lavrado no Livro de Termo de Recuo
n.º 27, do Departamento de Patrimônio fls. 194v/197v e Termo
aditivo de ratificação e re-ratificação, datado de 17/12/1953,
entre o Botafogo de Futebol e Regatas e a Prefeitura do Distrito
Federal ( Secretaria Geral de Finanças ), lavrado no livro de
termo de recuo n.º 28, do Departamento do Patrimônio, às fls.
91/92, registrado no Tribunal de Contas em sessão realizada
em 21/02/1954 - Projeto aprovado n.º 5.781 ( Área 1 , com 35
m2 e Área 2 com 5.137,50m1), título averbado à fl. 113 do Livro
4E, à margem da inscrição n.º 1.644 do 3º Ofício do Registro
de Imóveis da Cidade do Rio de Janeiro ( Talão n.º 29.011).
Acalmada a ira, o Prefeito começou as obras do Túnel do Pasmado,
mais uma vez precisava o Botafogo de desocupar uma área, mas
não qualquer uma , este empreendimento ocasionou a demolição
da sede do Botafogo de Regatas e utilização da metade do terreno
do Mourisco, perdeu-se uma piscina , uma quadra de basquete
e vôlei e a garagem para seus barcos de remo.
Para
compensar o Botafogo a Prefeitura se propôs a conceder um terreno
de igual tamanho junto ao mar, e , reconstruir a piscina, a
quadra, a sede, as dependências do remo, etc...
Ainda
segundo Cidio Carneiro, assinaram-se contratos, com dias contados,
registraram-se, mas nada foi cumprido.
Desta
feita, o Botafogo perdeu 800 associados.
Foi
difícil mas o Botafogo conseguiu manter as seções de Basquete
e Vôlei, mas continuava sem a piscina e o Tênis.
O
Mourisco Mar, só veio a ser do Botafogo em 1984, através do
Projeto n.º 5.781, portaria n.º 121 de 17/06/1984, do secretário
Geral do Ministério da Fazenda, que autorizou o aforamento deste
terreno , acrescido com a área de 650 m2, totalizando uma área
de 5.740 m2 ( Processo 0768-37717/76 ) do Ministério da Fazenda.
O Contrato de aforamento foi assinado no SPU no dia 20/11/1984.
Isto é 31 anos depois e mesmo assim, por uma cessão concedida
pelo Ministério da Marinha e não pela Prefeitura.
Não
pararam por aí as necessidades da Prefeitura. A Av. Lauro Sodré,
em seguimento ao túnel do Pasmado precisava ser reta. Nada mais
justo a Cidade , solicitar ao Botafogo mais 372m2 do terreno
de nossa sede, comprometendo-se o Prefeito João C. Vital a compensá-los
em dinheiro. Eram seis milhões em 1953. Não foram pagos.
1953
foi um ano difícil para o Patrimônio do Botafogo, perdeu-se
1.500 associados, perdeu-se o bem maior de um clube, não há
outra classificação, pelo “bem” da Cidade, a Prefeitura salteou
o Botafogo, física e imaterialmente. Como podemos calcular este
prejuízo?
Mas
a história da depredação do Patrimônio do Botafogo de Futebol
e Regatas não para por aí.
Na
década de 70, o nosso campo foi utilizado como campo de concentração
de estudantes pela polícia, nesta época o Presidente do Clube
condenou a ação da polícia política nos jornais do Rio de Janeiro,
por coincidencia ou não, o Presidente posterior o Sr. Charles
Borer, irmão de um alto figurão do DOPS, como forma de dar ao
Botafogo uma “solução” definitiva na parte financeira pagando
a dívida do Clube com o INSS, vendeu para a empresa Vale do
Rio Doce a sede e o Estádio de General Severiano. Bem a solução
financeira não foi efetiva e a identidade do clube foi totalmente
destruída.
Coincidência?
Mais
de uma década se passou e uma estratégia elaborada por sócios
abnegados, conseguiram embargar a obra da vale, em contrapartida
o Prefeito Marcelo Alencar , grande Botafoguense, em 15/12/1983,
oficiou ao Presidente da Câmara dos Vereadores da Cidade do
Rio de Janeiro, Vereador Maurício Azedo, sancionando o Projeto
que declara de interesse Histórico e Cultural , para efeito
de tombamento, o imóvel de Gal. Severiano, nos seguintes termos:
“Tenho
a honra de comunicar a Vossa Excelência que, de acordo com o
artigo n.º 53 da Lei complementar n.º 3, de 22 de setembro de
1976, sancionei o Projeto de Lei, que declara de interesse cultural
e histórico, para efeito de tombamento, o imóvel da Av. Wenceslau
Brás n.º 72, onde estava localizada a antiga sede do Botafogo
de Futebol e Regatas, cuja Segunda via restituo o presente.”
Isto
foi a gota d’água para a Cia. Vale do Rio Doce, com o imóvel
desvalorizado devido ao tombamento, não poderia fazer outra
coisa senão negociar com o Botafogo. E os Srs. Marcelo Alencar
e Saturnino Braga, na ocasião do firmamento do acordo, foram
fundamentais para que o Botafogo tivesse novamente Gal. Severiano.
Quando
da definitiva posse do Botafogo, aconteceu um fato curioso,
quando o terreno foi mensurado descobriu-se que tinha 20 metros
a mais, apesar das lendas atribuídas a João Saldanha que a noite
aumentava o terreno, tirando a baliza e colocando-a mais distante,
estes 20 metros eram colados ao Hospital Rocha Maia, aquele
mesmo em que seu terreno fora cedido ao Botafogo por aforamento
e que consistia em parte não mais utilizável para a Saúde Pública,
isto é, de direito pertencia ao Botafogo de Futebol e Regatas.
Porém
o prefeito Saturnino Braga, muito bem assessorado por sinal,
deu a cabo a utilizar para a construção de mais um anexo, e
desta vez, utilizando todo terreno, ao Hospital Rocha Maia.
Mais uma vez a Prefeitura teve papel fundamental na dilapidação
do Patrimônio do combalido Botafogo.
No
terreno (onde outrora o Estádio foi construído) um Shopping
Center está instalado, desde 1995, e, o contrato é de 50 anos,
renováveis por períodos de 10, caso haja
interesse de ambas as partes. O mesmo pertencerá a
construtora, só bastando a ela querer e acima do Shopping foi
construída a nova sede social com uma quadra para um público de
no máximo 500 pessoas, uma pequena piscina, um bar, algumas
quadras a céu aberto, e um campo de futebol, com algumas instalações
para serem utilizadas pelo departamento médico do clube.
Junto
a sede social, foi construída uma loja, que é atualmente utilizada
e alugada para uma revendedora de veículos.
Neste
acordo o Mourisco Pasteur, local onde hoje se encontra o prédio
da Telefônica, Salas comerciais e garagens foram cedidas a Vale
do Rio Doce e em troca a Vale cederia o terreno de Gal severiano.
Este
acordo foi realizado junto a empresa Brascan, a qual o atual
Conselheiro do Clube Sr. Carlos Eduardo Pereira trabalhava,
e pela parte do clube uma das pessoas decisivas era o Sr. carlos
Augusto Montenegro.
Se
este acordo foi lesivo ao Clube, como podemos saber, o Clube
hoje se encontra a três mandatos sem prestação de contas.
Não
bastando, a Prefeitura hoje, com a mesma desculpa utilizada
em 1953, vem tentando desocupar o terreno onde se situa o Mourisco
Mar, para a construção de uma estação de barcas.
Realmente
torna-se necessário que a Prefeitura e seus vereadores possam
ressarcir o Botafogo para que ele possa se consolidar naquilo
que ele é por essência, uma instituição de utilidade pública.
Acreditamos
que não é o Botafogo que deva ser mais uma vez vilipendiado,
e Ter dilapidado seu patrimônio.
A
Prefeitura através de seu Prefeito César Maia, também grande
Botafoguense, acreditamos, deva reparar esse dano histórico
e ressarcir o Botafogo de Futebol e Regatas daquilo que ele
tem por direito, o que pedimos é o justo, que a prefeitura devolva
ao Botafogo um terreno para que o mesmo possa através de investimentos
sérios na área social e esportiva, com responsabilidade social,
possa difundir o esporte entre os jovens na Cidade do Rio de
Janeiro, como em sua essência, uma instituição de utilidade
pública.
Este
é o objetivo do Projeto Cídio Carneiro, cobrar da Prefeitura
a devolução ao Clube de um terreno na Cidade do Rio de Janeiro
e ajudar o Clube a conseguir uma linha de crédito ou parceria
com a finalidade de construir um Centro de Treinamento, uma
Sede Social e um Estádio, para que o Botafogo possa novamente
ter a sua dignidade restituída. Você Botafoguense tem papel
fundamental nesta empreitada. Junte-se a nós, junte-se ao Projeto
Cídio Carneiro do Movimento Independente de Torcedores do Botafogo.
Marcus
Marmello
Núcleo MITOB-SP


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